Parte Prima... de Processo de Escritoria
.......Mas o que eu poderia reclamar como meu após meu nascimento? Eu, Piotr, creio ter encontrado indícios de escritos antigos que derivam de minhas idéias entre as diversas anotações - as escritorias - de Pedro... Em presente momento, se encontrando em estado catártico pela incompreensão ao que se, felizmente, sucedeu... tirara-me a inspiração... sobrara apenas o ímpeto - e mais uma vez o sempre ímpeto, que antes me fazia digredir - de buscar em escritos antigos o "novo"... mas as palavras não vêm, nem o correr de outros digressores escritores... fico com velhas slovos (palavras...)
.......??? – Parte Prima
.......Tinha voltado para casa, deveras abatido pelas “aristotélicas fototaxias de tez elisabetanas dez patacas cúpricas e felicitárias qüinqüenais antroponirismos” de seus droogs ou amigos, aos quais permaneceriam o poder e a confusão do “lack of sense” no conjunto de suas slovos ou palavras em brados perenes. Com a klootch ou chave ainda na fechadura da entrada, aforada dos carmans ou tirada dos bolsos junto com o Nadsat, <> Sentei-me ao pé da cama e olhei para a nuvem de livros... <> Perdia a inspiração só de imaginar que meu nome –aliás, lugar-comum –não poderia se resumir a termo único... <> Repetiria a mim e ao segundo olhar sempre. Sobre a cama estavam jogadas folhas rasgadas de lista telefônica (inspiração distante-de-papéis-de-escritor) e manchas de tinta rubra enegrecida em papel amarelado, em que, repetidamente, se lia... "A sina langorosa dos professores de literatura espera-te ao limite de seu ego verossímil, Ó, cicioso Sascha". Não passavam de tímidas anotações a esmo feitas em humor enfermo, mas as palavras já não se mantinham dentro de limites ficcionistas e agora tomavam as dimensões de meu quarto, tatuando-me a fronte o nome do alvo do interlocutor...
.......Sascha não era... só o tempo o tornaria... Enquanto jovem, nascido “russo de Leningrado”, exilado em Nîmes, fascinado pela palavra européia e Suítes para Quatro Cordas, tinha por quimera ingressar em Sorbonne, estudar, e tornar sua fascinação em trabalho. Enquanto jovem, apaixonou-se por Pushkin, a quem lia constantemente, alternando-o com Victor Hugo. Enquanto jovem, filho de judeu depauperado-fugitivo-de-pogrom, estudara a língua materna com a mãe e a nacional com o padrinho, de quem pegara o gosto por letra e partitura. Enquanto jovem, em seu quarto ouvia-se as maldades de Baba Yaga (estereótipo cossaco da bruxa má) e, ao término de Snyegurochka (Dama de Neve), <> – reação comum apenas às crianças que celebravam o Natal, já que, para não entristecer suas crias, mães, ao término da fábula (quando a pequena evapora sobre uma fogueira), lembravam que Snyegurochka fora ajudar Papai Noel na distribuição de presentes... ??? Minha mãe sequer se lembrava deste mero detalhe e, enquanto eu já cerrava os olhos às lágrimas, <> me mandava dormir, em tom altivo, não permitindo sequer o resquício de luz de uma vela... Não não... Mente! Minto: ela deixava-me, sim, iluminação... não me vinha com sermões ao término dos contos, dando-me um beijo na ponta do nariz ao levantar o cobertor... sequer conhecia contos de fada russos – sua Rússia se resumia a comunistas, Dostoievski, Tchaikovsky e uma “chashka” de Borscht (típica sopa grossa com carne) servida com creme azedo –, mas me lia La Fontaine, Monteiro Lobato. Absurdo é denegrir a imagem d’Ela, que fizera mais do outras fizeram a fim de crescer um filho – que me perdoe! Sofro em períodos temerosos, instável, criativa e emocionalmente – como a Antimatéria sobre a qual li uma vez –, mas devo recusar a inspiração raivosa do momento... ainda possuo subterfúgios limpos ocultos, e uso-os agora... Deseja conhecê-los, Ó, pobre leitor? Começo uma digressão contigo – e me dirijo a ti na segunda pessoa não por falta de respeito, apenas por não crer que outrem (no caso, tu) que fizer existir essas slovos não-vivas em slovos mentais ou sonoras – ah!, outro subterfúgio: o horrorshow ou legal e starre ou velho Nadsat de Burgess – seja superior a T.E.N. (Teu Estúpido Narrador) a ponto de merecer “Vós”. Afinal, estás a ler “isto”... ainda muito pobre veshch escrita ou coisa escrita. Não ouso prometer um enriquecimento de qualquer gênero, mas ouso, e ouso em pose altiva, atestar e iterar que escrevo estudando – como T.E.N., com droogs cheios de ditos antroponíricos e vazios de sentido conotativo, conheceria Baba Yaga?!? –. Às vezes recordo-me de Cortazar em seu jogo de amarelinhas e a deixar-nos brincar por onde quiséssemos, da maneira que quiséssemos, e tenho vontade de convidar-te – como uma jovem ptitsa ou garota, de pé sob o batente de casa vizinha pedindo a permissão alheia para uma brincadeira – para algo a que se assemelhasse, porém logo me recordo de que não há planta, apenas tijolos, e o espaço que bem desejo. A falta de linha destituiria o escrito de sentido completamente, considerando algum existente nessa linearidade... Então percebo que já preenchi um parágrafo muito bolshy ou grande com slovos gloopies ou estúpidas, e paro.
.......Agora Sascha encontrava-se encerrado dentro de um arquivo vazio em que eu pusera sobre minha escrivaninha – único lugar, aliás irônico, de onde idéias não contaminavam o papel –, O judeuzinho franco-russo cala em meu descanso. Dirijo-me a minha cozinha – seis curtos passos em linha reta até dois armários, uma boca elétrica de fogão e meia geladeira – e, determinado a falta de opção, sirvo-me dum copo descartável com leite. Sinceramente surpreso, havia até me esquecido o que procurava, <> Encostado ao armário, tentava virar um gole, <>
.......– Vejo que não largas a Laranja Mecânica... (não houve tempo para identificar a voz)
.......– Alguém por aqui o faz?
.......– Diz-me tu, Ó! Sascha... Alex... namesakes!
.......– Xarás: Ocorrência infortúnia-nosa... Andou revirando minhas anotações?
.......– Manténs todas expostas sobre a cama.
.......– Quem é você?!?
....... a continuação... existe... mas... morre...
..............Postado por Pyotr
.......??? – Parte Prima
.......Tinha voltado para casa, deveras abatido pelas “aristotélicas fototaxias de tez elisabetanas dez patacas cúpricas e felicitárias qüinqüenais antroponirismos” de seus droogs ou amigos, aos quais permaneceriam o poder e a confusão do “lack of sense” no conjunto de suas slovos ou palavras em brados perenes. Com a klootch ou chave ainda na fechadura da entrada, aforada dos carmans ou tirada dos bolsos junto com o Nadsat, <
.......Sascha não era... só o tempo o tornaria... Enquanto jovem, nascido “russo de Leningrado”, exilado em Nîmes, fascinado pela palavra européia e Suítes para Quatro Cordas, tinha por quimera ingressar em Sorbonne, estudar, e tornar sua fascinação em trabalho. Enquanto jovem, apaixonou-se por Pushkin, a quem lia constantemente, alternando-o com Victor Hugo. Enquanto jovem, filho de judeu depauperado-fugitivo-de-pogrom, estudara a língua materna com a mãe e a nacional com o padrinho, de quem pegara o gosto por letra e partitura. Enquanto jovem, em seu quarto ouvia-se as maldades de Baba Yaga (estereótipo cossaco da bruxa má) e, ao término de Snyegurochka (Dama de Neve), <
.......Agora Sascha encontrava-se encerrado dentro de um arquivo vazio em que eu pusera sobre minha escrivaninha – único lugar, aliás irônico, de onde idéias não contaminavam o papel –, O judeuzinho franco-russo cala em meu descanso. Dirijo-me a minha cozinha – seis curtos passos em linha reta até dois armários, uma boca elétrica de fogão e meia geladeira – e, determinado a falta de opção, sirvo-me dum copo descartável com leite. Sinceramente surpreso, havia até me esquecido o que procurava, <
.......– Vejo que não largas a Laranja Mecânica... (não houve tempo para identificar a voz)
.......– Alguém por aqui o faz?
.......– Diz-me tu, Ó! Sascha... Alex... namesakes!
.......– Xarás: Ocorrência infortúnia-nosa... Andou revirando minhas anotações?
.......– Manténs todas expostas sobre a cama.
.......– Quem é você?!?
....... a continuação... existe... mas... morre...
..............Postado por Pyotr

1 Comments:
Saberia dizer outros algos se mais te conhecesse.
Temo ficar restrita aos clichês sofríveis de críticos sem conteúdo e compreensão.
Gosto das digressões...dos diálogos internos. Mtas vezes não compreendo mas acho que faz parte do processo de aprender a "Ler-te"..
Limitarei-me a isso.
Bjos
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